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Copa do Mundo 2026: como busca, IA e consumo digital estão redefinindo as estratégias de marketing

ChatGPT Image 12 de jun. de 2026, 19_08_34

A Copa do Mundo FIFA 2026 já está em andamento e, com ela, marcas de diferentes setores disputam um dos ativos mais valiosos do mercado: a atenção do consumidor.
Mas essa disputa não acontece apenas nos comerciais de TV, nas campanhas de mídia paga ou nas ativações de patrocínio. Ela também acontece nas buscas do Google, nas respostas geradas por inteligência artificial, nos marketplaces, nos aplicativos, nos sites de notícia, nos e-commerces, nos comparadores de preço e em todos os pontos digitais onde consumidores pesquisam, comparam, descobrem e decidem.

No webinar “Tendências de Marketing Copa do Mundo FIFA: IA, busca e consumo digital”, realizado pela Similarweb com participação especial da Conversion, analisamos como o evento já vinha movimentando o comportamento digital no Brasil antes mesmo do início dos jogos.

Agora, com a Copa em andamento, esses dados ganham ainda mais relevância. Eles ajudam a responder uma pergunta central para marcas, agências, varejistas, plataformas digitais e times de marketing: como transformar um grande evento cultural em oportunidade real de crescimento digital?

A Copa já estava acontecendo antes do apito inicial

Um dos principais aprendizados do estudo é que a Copa do Mundo não começa apenas quando a bola rola. No ambiente digital, ela começa muito antes.

Segundo dados apresentados no webinar, o interesse pelo evento cresceu +315% YoY no Brasil, acumulando mais de 6.5 milhões de buscas entre janeiro e abril de 2026.
Esse comportamento mostra que grandes eventos criam uma curva de atenção progressiva. O consumidor começa a pesquisar antes, acompanhar notícias antes, comparar produtos antes, buscar inspiração antes e tomar decisões antes.

Na prática, isso significa que marcas que esperam o início dos jogos para agir podem chegar tarde.

O pico de atenção é importante, mas a formação da demanda acontece ao longo do tempo. Ela aparece nas buscas por informações sobre seleções, jogos, datas, produtos, experiências, promoções, conteúdos e categorias relacionadas ao evento.

Para empresas que sabem monitorar esses sinais, a Copa deixa de ser apenas uma data de campanha e passa a ser uma janela estratégica de inteligência de mercado.

Busca continua sendo um dos melhores termômetros do comportamento do consumidor

Em um cenário em que os canais digitais se multiplicam, a busca segue sendo uma das fontes mais importantes para entender intenção.

As pessoas buscam antes de comprar, antes de assistir, antes de comparar, antes de viajar, antes de escolher uma marca e antes de decidir onde consumir.

Durante o webinar, mostramos que a busca funciona como um proxy do comportamento. Ela ajuda a entender o que as pessoas querem, quando querem, quais temas ganham tração e quais categorias começam a acelerar.

No contexto da Copa, isso aparece em diferentes frentes:

  • Interesse por informações sobre o torneio, seleções e jogos
  • Busca por produtos relacionados à experiência de assistir às partidas
  • Crescimento de categorias ligadas a casa, alimentação, bebidas, moda esportiva e eletrônicos
  • Aumento da competição por palavras-chave estratégicas
  • Disputa entre marcas por visibilidade orgânica e paga

Para times de marketing, SEO, mídia e inteligência, esse tipo de dado permite sair da intuição e tomar decisões com base em evidências. A pergunta deixa de ser “será que a Copa importa para a minha marca?” e passa a ser “onde a Copa já está influenciando o comportamento do meu consumidor?”.

IA entrou na disputa por visibilidade de marca

Outro ponto central do webinar foi a visibilidade da Copa do Mundo em ambientes de inteligência artificial.

Com a adoção crescente de ferramentas de IA generativa, a jornada de descoberta está mudando. Consumidores não dependem apenas de links tradicionais para encontrar informações. Eles também fazem perguntas para assistentes, mecanismos de resposta e experiências conversacionais. Isso cria um novo desafio para as marcas: aparecer nas respostas.

No estudo apresentado, marcas como Sofascore, FIFA, YouTube, Flashscore, ESPN, CazéTV e Globo Esporte apareceram com destaque entre as LLMs analisadas em temas relacionados à Copa.

Esse dado aponta para uma mudança importante. A competição por atenção não está limitada ao ranking tradicional de busca. Ela também passa por mecanismos que sintetizam respostas, recomendam fontes e organizam informações para o usuário.

É aqui que o conceito de GEO, Generative Engine Optimization, ganha força. Durante muito tempo, SEO foi tratado como a principal disciplina para capturar demanda orgânica. Agora, o desafio evolui para uma lógica mais ampla de orquestração de buscas, em que marcas precisam entender sua presença em diferentes ambientes de descoberta, incluindo buscadores tradicionais, plataformas sociais, marketplaces, varejistas digitais e respostas de IA.

SEO não deixou de ser importante. Pelo contrário, continua sendo fundamental. Mas agora ele precisa conviver com uma realidade GEO-first, em que a visibilidade de marca também depende da forma como os mecanismos de IA interpretam, citam e priorizam fontes.

Mídia paga e SEO disputam protagonismo nas ações ligadas à Copa

A pesquisa apresentada no webinar também mostrou uma disputa interessante entre canais.

Quando perguntados sobre quais canais teriam maior peso nas ações ligadas à Copa, os profissionais de marketing apontaram um quase empate entre mídia paga e SEO/conteúdo.
Mídia paga apareceu com 32%. SEO e conteúdo apareceram com 30,8%.

A diferença de apenas 1,2 ponto percentual mostra que o digital assumiu um papel central nas estratégias para grandes eventos. Mais do que isso, indica que SEO saiu do papel de canal de apoio para disputar protagonismo com mídia paga.

Essa mudança é especialmente relevante em um contexto de alta competitividade. Durante a Copa, muitas marcas aumentam seus investimentos, disputam os mesmos termos, entram nas mesmas conversas e tentam capturar a mesma atenção. Nesse cenário, depender apenas de mídia paga pode elevar custos e reduzir eficiência.

Por outro lado, marcas que combinam inteligência de busca, conteúdo relevante, análise competitiva e mídia bem direcionada conseguem construir presença antes, durante e depois do evento.

A oportunidade está em integrar canais, não em tratá-los de forma isolada.

O maior desafio das marcas não é apenas verba. É narrativa.

Um dos dados mais importantes do webinar veio da percepção dos próprios profissionais de marketing. Cerca de 65% dos respondentes afirmaram ter dificuldade em conectar a Copa ao produto ou à marca.

Esse número revela um ponto crítico: o principal desafio não é necessariamente investir mais, mas entender o que dizer, para quem dizer, em qual canal dizer e em qual momento.
Em outras palavras, o gargalo é estratégico.

Muitas marcas sabem que a Copa é um grande evento cultural. Mas nem todas sabem qual é o seu papel dentro dessa conversa. Algumas têm conexão direta com o evento, como empresas de mídia, esportes, bebidas, alimentos, eletrônicos e apostas. Outras precisam encontrar uma narrativa mais sutil, baseada em comportamento, contexto, ocasião de consumo ou necessidade do cliente. É nesse ponto que os dados fazem diferença.

Ao analisar tendências de busca, crescimento de categorias, comportamento de audiência, performance de concorrentes, canais de aquisição e intenção de consumo, as marcas conseguem identificar territórios mais relevantes para atuar.

A narrativa deixa de ser uma aposta criativa isolada e passa a ser sustentada por sinais reais de mercado.

Categorias em alta mostram que a Copa movimenta consumo

A Copa não movimenta apenas audiência. Ela movimenta consumo. No webinar, analisamos produtos e categorias que historicamente ganham relevância no período do evento e que já apresentavam sinais de demanda no pré-Copa.

Entre os produtos com volumes elevados de busca, apareceram itens como air fryer, ar-condicionado e TV de 50 polegadas. Também observamos destaque para TVs de 50, 55 e 65 polegadas, indicando interesse por telas maiores.

Além disso, produtos voltados a armazenamento e refrigeração de bebidas ganharam relevância, reforçando um comportamento típico do período: assistir aos jogos em casa, receber amigos e criar experiências de consumo ao redor das partidas.

Outras categorias em crescimento incluíram:

  • Camisetas esportivas
  • Corta-vento
  • Jaquetas esportivas
  • Álbum da Copa 2026
  • Carnes para grill
  • Máquina de gelo
  • Cerveja sem álcool
  • Grill elétrico

Esses dados mostram que a oportunidade da Copa não está restrita a patrocinadores oficiais ou marcas esportivas. Ela atravessa diferentes setores, como varejo, moda, alimentos e bebidas, eletrônicos, mídia, aplicativos, delivery e marketplaces.

A pergunta para as empresas é: quais categorias relacionadas ao seu negócio estão sendo impactadas pela Copa agora?

Varejo digital: quem aparece no momento da intenção ganha vantagem

Outro ponto relevante do estudo foi a análise através da nossa ferramenta de Cross-Retail Intelligence, com foco na performance de marcas e SKUs no varejo digital.

No caso de cervejas, por exemplo, o webinar mostrou movimentações importantes em marcas como Heineken, Budweiser, Corona e Brahma, além do avanço de produtos ligados ao segmento sem álcool. Esse tipo de análise permite entender não apenas a demanda pela categoria, mas também quais marcas aparecem com mais força nos ambientes de descoberta e compra.

No varejo digital, ganhar visibilidade no momento certo pode significar capturar uma demanda que já está formada. Quando o consumidor busca por um produto, compara opções ou navega por marketplaces, a marca que aparece melhor posicionada tem vantagem competitiva.

Por isso, olhar para SKUs, termos de busca, varejistas, categorias e concorrentes é essencial para entender onde estão as oportunidades reais de crescimento. 

Para empresas de bens de consumo, varejo, bebidas, alimentos, eletrônicos e moda, esse tipo de inteligência ajuda a responder perguntas como:

  • Quais produtos estão ganhando demanda?
  • Quais marcas lideram a categoria?
  • Quais varejistas concentram maior visibilidade?
  • Quais SKUs crescem ou perdem relevância?
  • Quais termos impulsionam cliques e descoberta?
  • Onde há espaço para ganhar share?

Copa, Black Friday, Natal e Dia dos Pais: o valor está em antecipar movimentos

Embora o webinar tenha usado a Copa do Mundo como principal recorte, os aprendizados se aplicam a qualquer grande sazonalidade. Black Friday, Natal, Dia dos Pais, Dia das Mães, volta às aulas, férias, eventos esportivos, datas promocionais e momentos específicos de cada setor seguem a mesma lógica: antes do pico de consumo, existe uma fase de formação de demanda.

É nesse período que consumidores pesquisam, comparam, descobrem e criam intenção. Marcas que conseguem identificar esses sinais com antecedência podem planejar melhor suas campanhas, ajustar canais, criar conteúdos mais relevantes, otimizar mídia, acompanhar concorrentes e encontrar oportunidades antes que elas fiquem óbvias.

A sazonalidade deixa de ser uma ação pontual e passa a ser parte de um planejamento contínuo de inteligência digital.

Com a Similarweb, empresas podem mapear:

  • Tendências de busca
  • Crescimento de categorias
  • Movimentações de concorrentes
  • Distribuição de canais de aquisição
  • Performance de sites e aplicativos
  • Sobreposição de audiência
  • Visibilidade em IA e plataformas de busca
  • Oportunidades em marketplaces e varejistas digitais
  • Mudanças de comportamento antes, durante e depois de grandes datas

Esse olhar ajuda empresas a sair de uma lógica reativa e construir estratégias mais antecipadas, competitivas e orientadas por dados.

O que os dados da Copa ensinam para marcas agora?

Com a Copa em andamento, as marcas têm uma oportunidade clara: usar dados para entender onde a atenção está se concentrando e como transformá-la em resultado.
Os principais aprendizados do webinar podem ser resumidos em cinco pontos:

  1. A demanda começa antes do evento. O crescimento das buscas mostra que o interesse se forma ao longo do tempo. Quem monitora cedo ganha vantagem.
  2. Busca e IA são territórios estratégicos de visibilidade. A jornada de descoberta passa por buscadores, plataformas de conteúdo, marketplaces e respostas geradas por IA.
  3. SEO e mídia paga precisam trabalhar juntos. A competição por atenção exige integração entre canais, conteúdo, performance e inteligência competitiva.
  4. O desafio é encontrar a narrativa certa. Muitas marcas ainda têm dificuldade em conectar a Copa ao seu produto ou mercado. Dados ajudam a encontrar essa conexão.
  5. Grandes eventos revelam padrões de consumo. Produtos, categorias e marcas ganham ou perdem relevância conforme o comportamento do consumidor muda.

Como a Similarweb ajuda marcas a transformar dados em estratégia

A Similarweb é uma plataforma de inteligência digital que ajuda empresas a entenderem seu mercado, seus concorrentes e seus consumidores com mais profundidade.

No contexto da Copa, isso significa identificar quais marcas estão ganhando tráfego, quais canais estão crescendo, quais palavras-chave impulsionam demanda, quais categorias estão em alta, quais audiências se sobrepõem e quais oportunidades ainda não foram capturadas.

Mas esse mesmo tipo de análise pode ser aplicado a qualquer momento estratégico do ano. Com os dados da Similarweb, times de marketing, mídia, e-commerce, BI, estratégia e growth podem:

  • Fazer benchmark com concorrentes
  • Monitorar canais de aquisição
  • Identificar tendências de busca
  • Avaliar performance de campanhas
  • Analisar comportamento de audiência
  • Acompanhar categorias e SKUs no varejo digital
  • Entender visibilidade em IA e busca
  • Priorizar oportunidades com base em dados reais de mercado

Em um ambiente cada vez mais competitivo, a vantagem não está apenas em ter dados. Está em saber transformá-los em decisões acionáveis

Quer entender como esses dados se aplicam ao seu mercado?

A Copa do Mundo já começou, mas as oportunidades digitais continuam se movimentando em tempo real. Se a sua empresa quer entender como esses dados se conectam ao seu mercado, aos seus concorrentes e às suas próximas campanhas, nossos especialistas podem ajudar.

Converse com o time da Similarweb para descobrir como mapear oportunidades de busca, IA, consumo, audiência, canais de aquisição e inteligência competitiva para a sua estratégia.

Fale com nossos especialistas e veja como transformar dados digitais em decisões de crescimento.

Metodologia Similarweb

Os times de Insights & Comunicação da Similarweb podem extrair dados adicionais ou ainda mais atualizados a pedido de veículos de imprensa no Brasil (jornalistas podem escrever para juliane.mergener@similarweb.com).

Citação: ao citar nossos dados, faça referência à Similarweb como a fonte. Referências à Similarweb devem preferencialmente constar como “plataforma de Inteligência de Marketing Digital” e estar associadas ao site da empresa.

Isenção de responsabilidade: todos os dados, relatórios e outros materiais fornecidos ou disponibilizados pela Similarweb são baseados em dados obtidos por terceiros, e incluem estimativas e extrapolações com base nesses dados. A Similarweb não será responsável pela exatidão dos materiais e não terá nenhuma responsabilidade por qualquer decisão de terceiros baseada no todo ou em parte destes materiais.

 

Insights: por Vicky Almeida, Sr. Insights Leader LATAM na Similarweb

Edição de texto: por Juliane Mergener, Content Specialist Brazil na Similarweb

Juliane Mergener photo

por Juliane Mergener

Content Strategist na Similarweb.

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