
Copa do Mundo 2026: como busca, IA e consumo digital estão redefinindo as estratégias de marketing

A jornada de decisão de um aluno mudou.
A escolha por uma graduação, curso livre, especialização ou preparatório não acontece mais apenas no período de matrícula. Ela começa muito antes, em buscas por temas, pesquisas comparativas, consumo de vídeos, análise de preços, avaliações de instituições e exploração de formatos de ensino.
No ambiente digital, a disputa deixou de ser apenas por matrícula e passou a ser também por atenção, relevância e timing.
Dados da Similarweb sobre o mercado de educação no Brasil mostram um setor com audiência digital robusta e sinais claros de retomada de interesse ao longo de 2026. Ao mesmo tempo, o cenário se torna mais competitivo: usuários mais informados, jornadas fragmentadas e múltiplos pontos de contato antes da conversão.
O que isso revela? Crescimento de demanda, por si só, não garante crescimento de resultado.
Instituições, edtechs e plataformas educacionais precisam entender não apenas quanto tráfego existe, mas como essa demanda se distribui ao longo da jornada e quais canais concentram intenção real.
A decisão por um curso envolve pesquisa, comparação e validação. Antes de converter, o usuário costuma passar por diferentes etapas:
Essa dinâmica torna a jornada menos linear. O aluno pode começar buscando termos amplos, como graduação, pós-graduação ou cursos profissionalizantes, e evoluir para pesquisas muito mais específicas, relacionadas a área, modalidade ou competências desejadas.
Isso exige uma presença digital distribuída ao longo de todo o funil. Não basta aparecer apenas na etapa final.
O mercado de educação segue altamente dependente de dois grandes motores: tráfego direto e busca orgânica. Esse comportamento reforça duas dinâmicas importantes:
Para o setor, isso significa que estratégias de aquisição precisam equilibrar:
Ao mesmo tempo, há um risco claro de concentração. Dependência excessiva desses canais pode tornar a aquisição vulnerável a sazonalidade de demanda, oscilações de ranking, mudanças em comportamento de busca e aumento da competição por atenção.
A diversificação passa a ser cada vez mais estratégica.
Uma das tendências mais claras do setor é a busca crescente por aprendizado aplicável. Usuários demonstram forte interesse por:
O comportamento indica uma mudança importante: parte da audiência prioriza cada vez mais retorno percebido, empregabilidade e aplicação prática. Em vez de jornadas exclusivamente longas, cresce o interesse por certificações, cursos livres, especializações rápidas e conteúdos complementares ao ensino formal.
Esse movimento amplia o espaço para formatos flexíveis e ofertas mais modulares.
No ensino superior, a jornada costuma combinar dois padrões. Primeiro, buscas mais amplas e exploratórias:
Depois, avanço para termos específicos ligados a carreira, modalidade e área de interesse. Esse comportamento evidencia uma jornada de múltiplas intenções: exploração inicial, comparação e decisão mais objetiva.
Para instituições, isso reforça a necessidade de estratégias que cubram diferentes momentos:
Cobertura parcial da jornada tende a gerar perda de eficiência.
O mercado educacional segue fortemente influenciado por calendário. Picos de atenção e intenção tendem a se concentrar em momentos estratégicos, como: início do primeiro e do segundo semestres, além de períodos próximos de vestibulares, ENEM e ciclos de matrícula.
Essa previsibilidade torna planejamento um diferencial competitivo.
Marcas que alinham mídia, SEO, conteúdo e CRM aos ciclos de captação conseguem capturar demanda com maior eficiência e menor desperdício.
Os sinais para 2026 apontam um mercado cada vez mais orientado por performance digital. Entre as principais tendências:
Para crescer nesse cenário, algumas prioridades se destacam:
Fortalecimento de SEO e conteúdo: cobertura de diferentes intenções de busca ao longo da jornada.
Diversificação de aquisição: redução de dependência excessiva de direto e orgânico.
Planejamento baseado em sazonalidade: ativação alinhada aos momentos de maior intenção.
Oferta conectada à demanda real: programas e conteúdos alinhados a tendências de skills, tecnologia e empregabilidade.
Mensuração competitiva contínua: monitoramento de demanda, share de tráfego e comportamento digital.
A disputa por alunos hoje começa muito antes da conversão. Ela acontece nas buscas, no conteúdo, na descoberta, na comparação e na percepção de valor construída ao longo da jornada.
Em um cenário mais competitivo, o crescimento depende menos de presença isolada e mais de capacidade de identificar sinais de demanda, antecipar comportamento e ajustar aquisição com precisão.
Com inteligência digital, instituições e plataformas educacionais podem transformar tráfego em oportunidade e demanda em crescimento sustentável.
Agende uma conversa e leve sua estratégia para o próximo nível.
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Insights:
Por Danielle Dutra, Insights Analyst LATAM na Similarweb
Edição de texto:
Por Juliane Mergener, Content Specialist Brazil na Similarweb

por Juliane Mergener
Content Strategist na Similarweb.
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